terça-feira, 21 de julho de 2020

Seguros para FIREes

O brasileiro em geral não possui a cultura de contratar seguro, mas acredito que seja um instrumento fundamental para evitar surpresas e atrapalhar sua jornada rumo à independência financeira. Abaixo irei discorrer sobre a importância de segundo minha opinião de cada tipo de seguro:

 

Seguro de vida: este seguro, na minha opinião, deve ser contratado somente para aqueles que produzam renda em sua família, ou seja, no caso de dependentes, como filhos ou cônjuge que não trabalhe, não há sentido na contratação. O seguro de vida nada mais é do que cobertura de despesas em favor dos beneficiários que outrora seria suprido pelo trabalho do familiar segurado. Durante sua jornada pela independência financeira, o seguro de vida é absolutamente fundamental para que aqueles que você, em caso de alguma tragédia, deixe para trás, tenham facilidade em arcar com as despesas de seu inventário e sobreviver caso estejam contando com o fruto de seu trabalho. Após você ser independente financeiramente passo a acreditar que não seja mais estritamente necessário pagar um seguro de vida, visto que você pode separar um investimento específico para cobertura das despesas e burocracia de transmissão de bens (lembrando que não haverá mais dependência, por ninguém, de sua renda ATIVA).

Um produto que gosta muito e, particularmente, possuo é o seguro de vida resgatável, que consiste na acumulação de todo o valor pago pelo prêmio até uma idade pré-determinada. Atingida esta idade, você poderá optar por dar o seguro como quitado para o resto de sua vida sem precisar pagar mais nada e seus beneficiários receberem a indenização do seguro em caso de óbito; OU, caso faça mais sentido, você poderá sacar integralmente todo o valor pago pelo seguro ao longo dos anos devidamente corrigido pelo IPCA.

Algumas seguradoras possuem esse tipo de produto em vários formatos diferentes e, caso você tenha se interessado pela forma que eu apresentei, entre em contato comigo pelo e-mail aposentecedo no gmail.com que poderei lhe dar a indicação específica do produto que possuo e do profissional de confiança que utilizei para contratação.

 

Seguro de acidentes pessoais: o seguro de acidentes pessoais é um que acredito que deva ser mantido não só durante sua atividade laborativa ,como também após a sua aposentadoria. Enquanto você gera renda ativa é óbvia a razão da contratação, mas depois da aposentadoria ainda faz sentido pagar por tal seguro, visto que a perda de alguma função corporal, perda de um membro ou alguma doença grave pode aumentar significativamente o seu orçamento doméstico. Este tipo de seguro costuma ser barato e muitas vezes pode ser contratado junto com seguro de vida, sendo interessante também incluir cobertura no caso de doenças graves e internações hospitalares. Particularmente também possuo este tipo de seguro e pretendo continuar pagando o mesmo para sempre.

 

Seguro de veiculo: já fiquei um bom tempo sem veículo algum, já tive veículo sem seguro por alguns anos e, atualmente, possuo veículo segurado. Acredito que a decisão de contratar um seguro para veículo deva ser extremamente bem estudada diante da multiplicidade de coberturas possíveis de contratação. Se você mora numa cidade com baixo índice de roubos de carro não há muito sentido em possuir por cobertura e pagar para isso, mas não deixa de fazer sentido a cobertura para acidente. Uma das coberturas que costuma ter alto valor é a para reparos no próprio veículo. Se você sabe que a troca de determinada peça do seu veículo gastaria muito menos do que o valor anual cobrado para essa cobertura, se você não tem histórico de acidente e dirigir com prudência, é muito mais interessante alocar o seu prêmio na cobertura de danos a terceiros, já que nunca se sabe se você irá bater em um Fusca ou em uma BMW. Este seguro para o Fire, portanto, tem que ser extremamente bem pensado caso a caso.

 

Seguro viagem: já utilizei muito esse tipo de seguro. Cancelamento de voo e perda de bagagem são bons exemplos de como utilizar o seguro viagem. Em uma viagem internacional que fiz, nenhuma das duas bagagens que despachei chegaram ao destino. Encontrávamos minha esposa e eu num lugar 20 graus mais frio do que o Brasil, somente com a roupa do corpo e sem itens de higiene pessoal, remédios ou qualquer outro item de necessidade básica. Felizmente o seguro viagem que tínhamos possuía cobertura de U$500 no caso de extravio temporário de bagagem, assim, após formalizarmos o extravio no saguão do aeroporto, fomos direto para uma loja e compramos meias, roupas de baixo, itens de higiene, roupas de frio e tudo mais o que fosse necessário para ao menos quatro dias de viagem. Dois dias depois de nossa chegada no local da viagem, para nossa alegria, as bagagens foram entregues intactas no hotel que estávamos. Isso significou que, apesar do estresse inicial, havíamos ganhado diversas roupas e itens de qualidade inclusive melhor que as que possuímos.

O melhor de tudo é que nosso seguro viagem é absolutamente grátis, pago pela nossa operadora de cartão de crédito, a qual também não pagamos anuidade devido a uma estratégia de composição de gastos da família concentradas em uma só fatura. Temos um cartão top de categoria, gratuito e com vários benefícios agregados.

 

Seguro residencial: o seguro residencial, talvez por sua baixíssima participação no mercado securitário brasileiro, é muito barato e também sempre tenho contratado. O seguro possui cobertura para incêndio, explosão, danos elétricos, danos estruturais, vidros quebrados, assistência de chaveiro, assistência de bombeiro hidráulico, dentre diversos serviços incluídos no seguro. Tudo isso custa em média apenas R$ 200,00 por ano. Isso significa que muitas vezes se você precisar de uma única assistência no ano, já terá valido a pena a contratação: por exemplo, ano passado perdi a chave da minha casa e precisei trocar a fechadura; o serviço particular do chaveiro custaria em torno de R$ 350 para troca da fechadura e confecção de duas chaves, no entanto, nada paguei pelo mesmo, já que a seguradora cobria este tipo de evento.

Como já tenho este tipo de seguro há muitos anos, caso queira posso lhe indicar a melhor seguradora e meu corretor de confiança para o melhor custo benefício de um seguro do gênero (mande e-mail para o aposentecedo no gmail.com).

 

Seguro saúde no exterior: ainda mais importante que o seguro viagem, é o seguro de sua saúde no exterior. A maioria dos planos de saúde no Brasil não cobrem eventos ocorridos fora do território nacional, portanto, é fundamental que você tenha um seguro quando estiver viajando no estrangeiro. Há dois anos um familiar meu estava nos Estados Unidos a lazer e teve uma doença que demandou internação hospitalar. Após três dias no hospital veio uma fatura de U$ 6.000. Felizmente este familiar possuía seguro viagem do próprio cartão de crédito e não precisou pagar nada. Sugiro sempre contratar um seguro viagem quando viajar para o exterior.

 

Seguro de responsabilidade civil profissional: Caso você seja profissional liberal, certamente estará sujeito a erros cuja responsabilidade será pessoal, e não da empresa (como no caso de quem é empregado). Sinceramente já fui profissional liberal e nunca tive esse seguro, porque achava o custo muito alto para a possibilidade de acontecer um sinistro por minha parte, no entanto, creio que sempre deva ser pensado se vale a pena para você. Evidente que, uma vez aposentado, esse seguro não fará nenhum sentido.

 

Caso você tenha interesse em mais informações sobre algum dos seguros mencionados e deseje um profissional de confiança para contratá-los a um preço justo, mande e-mail para aposentecedo (gmail.com) que poderei lhe ajudar. Este não é um post patrocinado, porém o corretor de seguros que irei indicar é de minha grande confiança e, em retribuição às indicações que faço, o mesmo me repassa uma parte da comissão.

Assim, contratando algum seguro com o corretor indicado, você estará ajudando a manter este blog e a divulgar informações de qualidade e objetivas para nossa comunidade Fire.

Abraço

14 comentários:

  1. E ae, AC!!

    Gostei da publicação. No início da pandemia eu iniciei o processo de contratação de um seguro de vida e de invalidez. Sou servidor público federal. Na nossa esfera existe o FUNPRESP que é a previdência complementar do servidor que entrou de 2012 em diante.

    Os valores do prêmio parecem atrativos. Morte natural ou acidental custa R$31,05 por mês para uma cobertura de 750k. Já invalidez custa R$ 26,93 por mês para uma cobertura de 750K. A seguradora é a ICATU.

    Pela sua experiência, os valores dos prêmios são justos para o valor segurado?

    Um grande abraço!

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    1. Olá MDQQ!
      Tá um precinho bem legal o seguro que você fez, porém procure atentar que a maioria dos seguros "normais" não aceitam contratação nem renovação após os 75 anos, ou seja, quando se tem mais chance de ocorrer o sinistro (você morrer ou ficar inválido).

      O principal diferencial desses seguros resgatáveis é que eles não tem limite de idade para renovar (desde que você os tenha sem a existência de doenças gravas preexistentes). Além disso, você também tem a opção de resgatar, observada uma tabela de tempo de contribuição, 100% do valor do prêmio pago corrigido pelo IPCA. Isso pode ser uma baita vantagem se o seguro deixar de fazer sentido em algum momento ou você precisar da grana por um imprevisto.

      O preço dos seguros resgatáveis giram em torno de 15 a 20x o valor do seguro normal, portanto, tem de se enquadrar a seu orçamento. Enquanto você não tiver possibilidade de encaixar um seguro desses no orçamento, vale pagar o menor valor possível por um seguro normal (ficar descoberto é uma opção ruim, na minha opinião).

      Abraço!

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  2. Para ficar mais claro, o FUNPRESP é um fundo que gere nossa previdência complementar. Esse fundo também tem o produto seguro de vida que se refere ao que falei acima.

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  3. Aposente Cedo, concordo com seu raciocínio.

    Alguns enxergam seguros como despesas inúteis, mas, à bem da verdade, é que não sabemos como será o nosso futuro. Ter uma segurança para eventualidades, a meu ver, é imprescindível, pois a depender da gravidade do que acontecer, seu futuro financeiro poderá seriamente afetado.

    E esta conclusão atinge, igualmente, funcionário público. Depois da última reforma da Previdência, as regras pioraram bastante.

    Sucesso!

    Abraço.

    Mente Investidora
    www.menteinvestidora.org

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    1. Isso mesmo, Mente Investidora. Independentemente da profissão ou estabilidade financeira, seguro para as mais diversas naturezas são fundamentais a depender do seu risco.
      Eu tenho/contrato todos os que listei acima (exceto o de responsabilidade civil profissional)e já precisei ou tenho pessoas muito próximas que já precisaram (inclusive de vida). Não só o prejuízo financeiro de pagar do bolso um sinistro, mas o conforto mental de saber que você poderá contar com a indenização são excelentes balizadores.

      Abraço

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  4. Ola AC,

    É sempre bom abordar questões caso alguma coisa saia errado, porque inevitavelmente, merdas acontecem.
    Eu, por exemplo, não tinha seguro de carro, no meu entendimento, meu perfil e o valor do carro não compensava pagar pelo serviço. até que bati o carro ano passado e tive que arcar com o custo de reparo a terceiros que pagaria uns 7 anos de seguro, e poderia ser pior. Aprendi a lição, não saio mais de casa sem seguro.

    Sobre o seguro de vida resgatável, penso que um plano de previdência seja mais vantajoso. Em caso de morte os dependentes tem acesso rápido e sem impostos sobre herança. Além disso, pode abater IR e também alocar em um fundo de acordo com seu perfil de investidor, que mescle renda fixa e variável, com uma taxa baixa de adm. Com certeza a longo prazo supera qualquer seguro resgatável, mas essa é só uma opinião minha. Cabe a cada um fazer seu próprio estudo.

    De um modo geral o setor de seguros no Brasil tem baixa penetração e muita oportunidade de crescimento.

    Abraço.

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    1. Oi Sapien!
      Eu posso me considerar sortudo, pois já fiquei "no risco" e nunca tive nenhum problema sério. Sempre que tive sinistro, felizmente estava coberto.

      Sobre a previdência em substituição ao seguro de vida resgatável, apesar das similaridades, tem suas relevantes diferenças.
      Primeiro que o seguro de vida é uma "alavancagem", enquanto a previdência só disponibiliza o valor aportado + rendimentos. Segundo, para PGBL há incidência de ITCMD em caso de óbito e para VGBL, apesar de não ter ITCMD em regra, muitos estados o cobram (sendo possível questionar na Justiça essa cobrança, mas daí perde-se a função de "agilidade" pra usar a grana pra custear custos de funeral, inventário, etc).
      Além disso, pra quem não é empregado, como é o meu caso, o PGBL não é interessante (eu tenho 2 planos VGBL).
      No longo prazo, sem duvida a rentabilidade vai superar o seguro, todavia o seguro de vida é justamente cabível por não sabermos se haverá um "longo prazo" para nossa existência.

      Abraço

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  5. Oi AC, seguro é algo que pagamos rezando para que nunca precisemos usar.
    Como sou servidora estadual, tenho uma previdência complementar que cobre morte e acidente, mas confesso que é algo que não fui atrás para ver como funciona.
    Ótimo post!!!
    Beijos.

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    1. Olá Yuka! Acho que vale verificar as regras de indenização pros eventos morte e acidente sim. Certamente há um seguro embutido/acoplado à previdência complementar, pois, até onde eu sei, a Susep não permite um combo num único produto.
      Dê uma olhada a respeito para, inclusive, nomear seu marido como beneficiário da indenização, já que isso minimizará a burocracia (não havendo beneficiário indicado, será seguida a vocação hereditária, no caso, receberia uma parte seu marido e outra parte suas filhas, as quais, por serem menores de idade, pode gerar uma desnecessária burocracia adicional num momento tão difícil).
      Bjs

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  6. Mais um post importante.

    Eu tenho Seguro de Vida e Seguro Auto, e não me imagino ficando sem seguro, eu particularmente tenho medo de imprevistos e prefiro me proteger desse tipo de situação.

    Gostaria que você falasse sobre Plano de Saúde, acho um tópico bacana para você dissertar.

    Abraços,
    Pi.
    https://poupadordointerior.blogspot.com/

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    1. Bom te ver por aqui, Poupador do Interior!
      Seguro tem o fator psicológico também, sem dúvida.

      Obrigado pela sugestão de post. A Elsa do Sempre Sabado fez um post recente sobre isso: http://www.sempresabado.com/o-que-nao-tem-remedio-remediado-esta

      Lá eu fiz um comentário que realmente poderia virar um post mais detalhado. Diante do seu incentivo, farei isso em breve.

      Abraço

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  7. Muito bom o post, atualmente não tenho nenhum seguro e as vezes me pego preocupado com isso e as vezes "acho" que é bom pra IF. Ainda tenho que sentar e ver realmente a minha opinião sobre esse assunto mas o seu post já ajuda muito.

    Abçs

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    1. Obrigado, EPI!
      Se você não tem dependentes, não há sentido em ter seguro de vida. É igual ter seguro auto sem ter veículo.
      Pelo que te conheço, vale a pena mesmo só fazer seguro viagem (pelo amor de Deus, não esqueça de fazer, especialmente para viagens mais longas. Atenção nos termos da contratação caso vá pra fora do Espaço Schengen). Seguro residencial é tão barato e tem tantos benefícios que eu recomendo a todos.

      Abraço

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  8. AC, jura que PBGL paga ITCMD ? Seguro resgatavel me ofereceram 2 vezes já. Na primeira eu nao quis mas a consequencia foi eu acordar pra investimentos e pensar se um dia eu poderia me aposentar (foi a semente FIRE). Na segunda eu já estava firme na jornada e convencido que poderia aposentar cedo. Mostrei meus numeros pra corretora, ela elogiou e ficou um pouco sem argumento. Ainda tentou um pouco, mas eu nao quis. Agora nao tenho mais emprego, entao... se amanha eu for embora dá na mesma, nao tem mais ninguem pra por dinheiro em casa. Mas é um produto interessante, dependendo da situacao da pessoa. Belo post ! Abs

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